Tuesday, October 27, 2009



Estou com angústia de você.

Foto: http://suzywire.tumblr.com/post/132576547
Uma das mais lindas que vi nos últimos tempos

Sunday, October 04, 2009

A única coisa boa dessas épocas é que elas rendem bons textos. E imagino que boas músicas também. (mas não é o caso deste texto...)

Desculpa tudo o que eu fiz. Desculpa a frieza e essa normalidade que me bateu do nada. Eu imagino que seja porque não te vi, mal falei com você, porque as coisas vão mal. Porque hoje eu me peguei pensando em você muitas vezes, com um aperto no peito, tentando disfarçar uma saudade, porque eu não quero que ela apareça. Porque eu quase te liguei, quase passei lá. Eu fiquei no quase... só no quase.

Eu sei que não devia te procurar, será que é o hábito? Já peço desculpas antecipadas por isso, por essa conversa com risadas, que como você mesmo disse, a gente não sabe se ri ou se chora. E você me pedindo pra ser fria... porque é assim que eu tenho sido. Ser como eu fui nos cinco meses anteriores é que é estranho agora...

Como pode ser mais difícil botar um ponto final numa história de cinco meses do que numa de 36?

E o que eu faço? Nunca fui tão racional com uma situação. Estou tentando ao máximo botar minhas ideias e sentimentos no lugar... claro que isso não vai acontecer em um dia. Penso em todos os poréns, "mas", "se" e afins... analiso friamente cada dia e os imaginários, que ainda estariam por chegar...

E pensar que acabei de achar o bilhete do cinema amassado no meu bolso... antes não era assim.

Tuesday, September 29, 2009

Quando você sorri pra mim, eu esqueço que às vezes te odeio.

26/08/09

Mais rascunhos...

Estou cansada das minhas angústias.
Agulhas a costurar um trapo rasgado, furado, juntando ideias que não têm salvação.

Capítulo 1 (25/08/09)

Hora de publicar os rascunhos

Num domingo acordou e sentiu que não queria mais. Aquela angústia que vinha remoendo seu peito há três anos havia simplesmente desaparecido, assim, sem mais nem menos. Mentira. Eram muitos os mais. Motivos não lhe faltavam para tomar essa decisão. Mas então porque será que demorou tanto tempo? "Ensaiei isso tantas e tantas vezes e agora a solução me vem assim, do nada?" Não é justo. Puxou novamente o lençol e o edredom - algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir sem se cobrir, mesmo nos dias quentes - para tentar embalar o sono, mas não. Agora que a angústia havia passado, era preciso agir. Era preciso agarrar a oportunidade.

Tem dias em que o amor morre. Este escolheu um domingo ensolarado de janeiro. Deve ser um dia bom pra acontecer esse tipo de coisa. Não há trabalho, pode-se ter todo o tempo do mundo para resolver como será o enterro e o discurso. É tempo de férias, nem trânsito há para atrapalhar o percurso. Além disso, um dia de sol faz até com que a situação pareça menos horrorosa.

Depois de pensar em como faria tudo, levantou e foi direto comer alguma coisa. Nada lhe tira a fome, nem as tristezas nem as alegrias - talvez por isso os regimes não funcionem. Este seria o momento ideal para emagrecer uns bons três ou quatro quilos. Mas não. Até porque, a decisão não necessitou esforço algum. Ela veio pronta. Simples assim. Bora comer mais um pão com requeijão.

- Oi, bom dia.
- Bom dia, amor.
- Você ainda está dormindo? Vamos sair.
- Vamos. Você passa aqui?
- Ok. No horário de sempre.

Meias brancas, botas e o vestido preto. Mais uma vez o mesmo caminho, os mesmos semáforos sempre fechados, os mesmos panfletos de imobiliárias. Tudo aquilo que sempre a fez sentir pontadas de irritação do lado esquerdo do peito não causaram coisa alguma. É como se o seu coração e seus nervos estivessem anestesiados. "Eu já achava que era frígida, agora ganhei um coração de pedra. Os gatos eu já tenho, agora só me falta ser tia e ficar velha".

Como era estranho ficar assim, vazia. Vazia de amor, de raiva, de rancor, de brilho no olhar. É, porque se encontraram e só assim ela percebeu que o olho no olho já tinha ido embora há tempos. Fez as malas e foi pra bem longe há uns seis meses. Disse que não volta tão cedo.

- Sabe, eu acho que não dá mais.
- [Silêncio] É, você deve ter razão.

Como assim? Foram tantas as conversas que já tinha elaborado na cabeça e tudo se resolve assim, em cinco minutos?

- Amiga, já resolvi.
- Sério? E como você está?
- Bem. Estranhamente bem.
- Vem pra cá, vamos tomar uma cerveja.

Wednesday, September 23, 2009

Eu sempre redescubro minhas bandas e começo a ouvi-las como se fossem novidade.

Through the storms and the light
Baby, you stood by my side
And life is wine
But there are days in this life
When you see the teeth marks of time
Two lovers divide

Dormir eu sempre durmo, porque o cansaço me vence. Mas durante a noite durmo e acordo muitas vezes, sempre com o mesmo pensamento.

Agora senti saudades, queria te abraçar e falar que te amo, lembrei dum show que assistimos e eu estava atrás de você, passando os braços por cima dos seus ombros. Você estava com a camiseta que eu mais gosto e eu num mau humor muito chato, brigamos mas logo passou. Dessa vez não vai ser assim? Eu já começo a perceber a raiva que sempre vem aos poucos, nas entrelinhas dos seus e-mails.

baby, you know someday you'll slow
and baby, my heart's been breaking

Monday, September 21, 2009

Estranhamente de bom humor. Numa segunda-feira pela manhã? Hm...

Tuesday, September 08, 2009

I feel so 80s

Tô com saudade de algo que não sei o que é.

Tô com saudade duns amigos, gente que não vejo faz tempo, gente que não está aqui. Tenho saudade da Gi, que está longe e quero muito encontrá-la, contar novidades de dois anos inteiros. Saudade do Grilo, que é tão amigo e ao mesmo tempo fala tanta merda que você fica até "meio assim", mas aí ele te dá um tapinha nas costas e grita "Giiiiii", nada gentil, e você ri, porque não dá pra ser diferente. Saudade dos tempos despretensiosos.

Não consigo parar de ouvir Joy Division e Smiths, por isso concluo que estou com saudades dos anos 80, quando eu ainda era criança e meu irmão adolescente - sortudo. Tá, Joy Division acabou em 1980, mas é tão 80s pra mim. Isso me faz pensar que eu quero muito ir na Dj, tomar um frozen com cores fluorescentes, deixar cair meio copo - desperdício completo, mas acredite, meio copo daquilo é o suficiente - e não sair da pista até o momento em que meus joelhos pedirem. Antes eram os meus pés, mas agora são os joelhos, deve ser coisa da idade. Engraçado que neste final de semana quase fiz uma coisa dessas assim, de sair sem nada, sem ninguém, sem horário, sem roupa pensada, sem maquiagem. Dirigir à noite, sem pressa, faz os pensamentos funcionarem muito bem.

Eu sempre agradeço meu irmão - penso muito nisso, mas nunca disse a ele - pela educação musical que ele me proporcionou. Sim, ouvir determinadas coisas é uma puta falta de educação - com você e com os outros. Foi pela adolescência dele que eu ouvi Oingo Boingo, The The, The Clash, entre tantas outras. Engraçado que não lembro dele ouvir Joy Division... Enfim.

E aí me lembra tanto, mas tanto Donnie Darko. Ele tão fofo, com aquele amor e admiração adolescentes e o som invejável. Sem contar aqueles cenários, aquelas pessoas. Isso é tão 80s, tá o filme é de 2001, mas o cara mandou muito bem no climinha 80s. Me lembra que às vezes sinto falta duma tarde de luz muito bonita e trilha sonora nula. Ela continua lá, isolada, completamente fora da linha do tempo. Porque na verdade ela não tem a ver com nada, não se conecta a coisa alguma. Saudade de ir pra casa e não sentir peso sobre as minhas costas. De não ter questionamentos. De ter e não ter afinidades.

É, acho que identifiquei minhas saudades.

Wednesday, August 19, 2009

Velvet

Hoje é um daqueles dias em que eu só queria ficar quietinha no meu canto. Só queria ficar aqui com os meus fones e as minhas músicas. Sabe quando você está até com cara de poucos amigos?

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Algumas músicas eu deixo pra ouvir só com o meu namorado. A gente até ouvia sozinhos, mas depois que começamos a ouvi-las juntos, percebemos que são muito melhores. Mas hoje eu resolvi ouvir Velvet, que sempre nos inspira tantas coisas boas, sozinha mesmo. Isso porque acho que estou precisando um pouquinho da nossa companhia... mesmo longe.
Eu estou muito cansada. O motivo principal é pela sua mania centralizadora, mesmo sabendo que certas tarefas são minhas. E aí você vem com aquela pose toda de quem manja muito, mas não quer fazer porcaria nenhuma direito. O que você quer é dar aquelas pequenas ideias ridículas, "perfumarias" como nós mesmos chamamos por aqui, pra fulano ficar impressionado. No final, sua sugestão não serviu pra nada, não acrescentou e o trabalho que deveria ter sido feito, ficou pra mim ou pra elas.

Cansei das suas piadas, das suas ideias mirabolantes, do social que você faz. Cansei de ter que conviver com você.