Você disse odiar que eu sou metódica, ansiosa. E teve uma outra coisa que eu esqueci.
Engraçado que até nisso somos parecidos. Você podia muito bem dizer que odiava algo em mim que eu jamais admitiria. Acho que você também deve odiar o fato de eu esquecer boa parte das coisas.
Wednesday, November 25, 2009
Tuesday, November 24, 2009
22/11, domingo
Hoje, desde não sei bem que horas, os meus olhos decidiram que ficariam cheios de água. Eu não quis, reclamei, tentei, mas eles acharam ser melhor assim. Justo na hora em que eu resolvi sair, por não aguentar mais ficar aqui, perdida entre todas as centenas de páginas que escolhi como companhia para os últimos tempos.
Monday, November 23, 2009
Tuesday, November 17, 2009
17/11/09
Não me pergunte, eu não sei mais o que fazer com você. Não sei se posso sorrir ou se devo mesmo é chorar. Mas sabe que ontem eu voltei pra casa com os olhos apertados, cheios de água. E hoje eu estava esperando algo aparecer que me fizesse desabar e não deu outra, teve um cachorro atropelado no meu caminho pro trabalho. Um daqueles grandes e magros, como é péssimo isso. Desabei mas me controlei. E eu acabei de pensar que não lembro do seu cheiro. Não tem um cheiro que me lembre você. Eu não lembro do seu perfume. Não lembro. Nem da textura da sua pele. Acho que, por fim, não presto muita atenção em você. Como é péssimo isso.
De dois dias
eu tenho a impressão de que você nunca vai parar de me enganar. repetidas, infinitas vezes.
e eu, quando vou parar de acreditar? (16/11/09)
você, sempre com essa meia dúzia de palavras vazias, escolhidas a dedo. despejadas na frente dos meus olhos em momentos minuciosamente calculados. (17/11/09)
e eu, quando vou parar de acreditar? (16/11/09)
você, sempre com essa meia dúzia de palavras vazias, escolhidas a dedo. despejadas na frente dos meus olhos em momentos minuciosamente calculados. (17/11/09)
12/11/09
Sabe que eu estou achando esse caminho estranho demais? É bom, claro. Disso não tenho dúvidas. Mas ele também faz parte da lista de motivos que estão me deixando sem estômago nos últimos tempos.
Thursday, November 12, 2009
Quando ele chegou, não se sabe por quê, mas dessa vez ela sorriu. Sorriu com aquele sorriso de canto de boca, que não mostra os dentes e mesmo pequeno aperta os olhos. Ela terminou de guardar os talheres na gaveta e seguiu para o habitual beijo de boas-vindas.
Já há alguns anos ali, as coisas sempre caminharam tranquilas, gostosas, sem precipitações ou grandes problemas. A decoração não era a inicialmente planejada, mas curiosamente foi ficando mais bonita com o passar do tempo, ganhando toques particulares e ficando com um aspecto menos planejado (porque todo mundo acha que sua decoração inicial é muito pessoal, mas não se dá conta de que tem um típico catálogo da loja de móveis da esquina dentro da própria casa). Talvez o pó nos móveis e o amarelado dos livros ajude nesse processo.
E agora, o que fazer? Como parte da rotina, seria ligar a tv. Isso não era necessariamente ruim. Como já foi dito, tudo fluía bem. Mas, contrariando o que já nem poderia ser chamado de expectativa, ligou o som e se esparramou no pequeno tapete verde da sala, empurrando a mesa de centro para debaixo da janela (que continuava aberta, mesmo já passando das 18h). Fazia calor e desta vez o barulho dos aviões não incomodava. Lembrou de uma série de viagens e passeios enquanto sentia o ar fresco lhe soprar os cabelos. Lembrou da sensação de livros e músicas, das risadas de alguns porres, flashes de conversas com amigos nos bares de sempre. As mesmas crianças que pedem dinheiro, o mesmo cara que toca gaita e violão sem saber cantar em inglês, o mesmo cara que vende balas para uma ONG da qual nunca lembramos o nome. Os garçons, esses sim mudaram bastante. Quanto tempo será que uma pessoa, alheia a todo esse mundo, aguenta? Trabalhar lá, ouvindo nossas porquices, aguentando nossos cigarros e limpando as cervejas que sempre derrubamos. Sim, a gente incomodava. Por um momento sentiu uma pontada de vergonha e guardou o sorriso.
Ao abrir os olhos, o viu sentado ao seu lado, também no chão, com um pote de sorvete apoiado nos joelhos e uma colher à sua espera.
Já há alguns anos ali, as coisas sempre caminharam tranquilas, gostosas, sem precipitações ou grandes problemas. A decoração não era a inicialmente planejada, mas curiosamente foi ficando mais bonita com o passar do tempo, ganhando toques particulares e ficando com um aspecto menos planejado (porque todo mundo acha que sua decoração inicial é muito pessoal, mas não se dá conta de que tem um típico catálogo da loja de móveis da esquina dentro da própria casa). Talvez o pó nos móveis e o amarelado dos livros ajude nesse processo.
E agora, o que fazer? Como parte da rotina, seria ligar a tv. Isso não era necessariamente ruim. Como já foi dito, tudo fluía bem. Mas, contrariando o que já nem poderia ser chamado de expectativa, ligou o som e se esparramou no pequeno tapete verde da sala, empurrando a mesa de centro para debaixo da janela (que continuava aberta, mesmo já passando das 18h). Fazia calor e desta vez o barulho dos aviões não incomodava. Lembrou de uma série de viagens e passeios enquanto sentia o ar fresco lhe soprar os cabelos. Lembrou da sensação de livros e músicas, das risadas de alguns porres, flashes de conversas com amigos nos bares de sempre. As mesmas crianças que pedem dinheiro, o mesmo cara que toca gaita e violão sem saber cantar em inglês, o mesmo cara que vende balas para uma ONG da qual nunca lembramos o nome. Os garçons, esses sim mudaram bastante. Quanto tempo será que uma pessoa, alheia a todo esse mundo, aguenta? Trabalhar lá, ouvindo nossas porquices, aguentando nossos cigarros e limpando as cervejas que sempre derrubamos. Sim, a gente incomodava. Por um momento sentiu uma pontada de vergonha e guardou o sorriso.
Ao abrir os olhos, o viu sentado ao seu lado, também no chão, com um pote de sorvete apoiado nos joelhos e uma colher à sua espera.
Wednesday, November 11, 2009
esqueci de colocar a data
Desculpe, eu sei que não explico. E isso é porque também não entendo. E agora você me vem com coisas que pioram, que me tiram do sério, ao mesmo tempo em que meu coração se contorce e minha consciência me incomoda. Eu tenho medo disso tudo.
Tuesday, November 10, 2009
Read my mind (10/11/09)
On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind
(...)
The good old days
The honest man
The restless heart
A promised land
A subtle kiss
That no one sees
A broken wrist
And the big trapeize
Oh well I don't mind
If you don't mind
'Cause I don't shine
If you don't shine
Before you go
Can you read my mind?
It's funny how we just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine
(...)
Like rebel diamonds
Cut out of the sun
When you read my mind
É a segunda vez que eu tenho essa impressão boa. E hoje ela ficou ainda mais forte. Sabe que eu já tive ela uma outra vez... acho que exatamente igual, só não sei ao certo, pois já faz tempo. Lembro que foi estragada por palavras erradas, conversas confusas e uma porção de outras coisas ruins.
Agora parece que certas situações se acertaram. As fotos e os textos compartilhados passam uma sensação boa, né... Confesso que ainda não acredito 100%, tudo por causa do passado - um pouco pelo presente também, mas... me sinto muito melhor com isso. Que alívio.Quem sabe eu pare de dar algumas explicações... justificativas... desculpas. Minha impressão é que tudo sempre te causa estranheza, medo, porque sempre parece que você interpreta tudo errado. Você deve saber do que eu estou falando.
Deve ser hora de relaxar.
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